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Integração

Bolsonaro e Macri falam unificar moeda entre Brasil e Argentina

Presidente disse que é favorável a estudos para eventual implementação de moeda única

07/06/2019 09h58
Por: Jean Hipólito
Fonte: JB/Terra
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Empresários argentinos e representantes dos governos de Mauricio Macri e Jair Bolsonaro discutiram nesta quinta-feira, 6, a criação de uma moeda comum no Mercosul, que se chamaria "peso real". Uma fonte argentina confirmou ao Estado que a moeda comum seria resultado natural da intensificação do processo de integração de dois países que adotam políticas econômicas semelhantes.

O presidente Jair Bolsonaro disse a jornalistas na madrugada desta sexta-feira (7), antes de deixar a Argentina, que é favorável a estudos para a eventual implementação de uma moeda única, no futuro, entre Brasil e Argentina -a possibilidade foi aventada na quinta-feira (6) em reunião com empresários. A moeda teria o nome de "peso real".

Desde o início do Mercosul, no início dos anos 90, existe a intenção de se criar uma moeda única. No entanto, choques econômicos, como a desvalorização do real, de 1999, impediram a concretização do plano. A discrepância entre as inflações de Brasil e Argentina, porém, seria um grande desafio. Enquanto a inflação acumulada nos últimos 12 meses no Brasil é de 5%, na Argentina chega a 55%.

O Estado apurou que a questão da moeda comum foi apresentada nesta quinta-feira pelo ministro da Economia Paulo Guedes durante um encontro empresarial no Hotel Alvear, no qual estiveram presentes Bolsonaro e os ministros argentinos Jorge Faurie, de Relações Exteriores, e Dante Sica, de Produção e Trabalho. A proposta foi muito bem recebida, disseram fontes que participaram do encontro.

A criação de uma moeda única para o Mercosul ganhou impulso no fim de abril, quando a Argentina atravessava mais uma fase aguda de sua crise financeira. A ideia havia sido apresentada ao governo de Mauricio Macri meses antes em Washington. Na ocasião, a equipe argentina pediu para que os brasileiros esperassem até que as eleições presidenciais do país passassem, em outubro, afirmou uma fonte.

O Banco Central do Brasil emitiu um comunicado na noite de quinta-feira afirmando que não há estudos para uma união monetária.

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